O Google Maps é um meta-mapa…

Por António Cerveira Pinto

— Quando eu 1998 desenvolvi para a Expo ’98 uma intuição a que dei o nome Portugal Digital, na qual trabalharam especialistas da Universidade Nova (Engenheiros Jorge Nelson Neves, Joaquim Muchaxo e João Pedro Silva), e do Instituto Superior Técnico (equipa coordenada pelo Professor João Bento), em parceria com o então Instituto Geográfico do Exército (IGeoE), e o CNIG, hoje iGEO, estava ainda longe a compra da Where 2 Technologies pela Google Maps (2004).

O Google Maps só apareceria em 2005, ou seja, sete depois de o seu conceito ter sido apresentado em filigrana na EXPO’98.

O Portugal Digital (1997-98) foi um sucesso efémero, que deu eventualmente a alguns dos seus protagonistas a passagem para outros voos e mundos. Pena foi que, à época, não tivesse incluído na plataforma colaborativa que então montei, um visionário industrial e um business angel !

A Segunda Cidade, de que Lisboa 3.0/Lisboa Semântica é o protótipo que pretendemos desenvovler a partir de uma nova pltaforma colaborativa, é, tal como o Google Maps, um meta-mapa.

A diferença e a sua mais-valia derivam de uma constatação: o Goggle Maps será em breve tão espinhoso de usar quanto a realidade que cartografa. Ou seja, temos que olhar para o grande meta-mapa da Google como uma caixa, uma grande caixa, no interior da qual existem muitas outras caixas que precisam dos seus mapas de navegação.

É neste ponto preciso que nasceu a ideia da Segunda Cidade, e antes dela, para o campo da ação política comunitária (ex.: turismo, gentrificação e refugiados), a ideia dos Mapas de Democracia—uma intuição que aguarda ainda a constituição de uma plataforma à semelhança da que estamos a constituir para a Segunda Cidade.

Pareceu-me importante esta nota de contextualização histórica para a conversa que hoje teremos sobre o protótipo que gostaria de mostrar em Lisboa, nas montras do Chiado, em novembro deste ano, com a vossa claboração.

António Cerveira Pinto

PS: O video que acrescentei acima, de Jorge Luis Borges, é fruto de um comentário muito de Helena Barbas.